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Grupo suspeito de assassinar quatro pessoas em MT é alvo de operação da Polícia Civil

Grupo suspeito de assassinar quatro pessoas em MT é alvo de operação da Polícia Civil


Tiago, Paulo, Geraldo e Clemilton eram do Maranhão e se mudaram para a capital em busca de trabalho. Em maio de 2021, no entanto, foram mortos. Os alvos da operação são suspeitos de integrar uma facção que ordenou o sequestro dos jovens.

Por g1 MT

Operação Kalýpto contra grupo criminoso investigado pelo sequestro seguido de homicídio e ocultação de cadáver de quatro vítimas.  — Foto: Polícia Civil

Operação Kalýpto contra grupo criminoso investigado pelo sequestro seguido de homicídio e ocultação de cadáver de quatro vítimas. — Foto: Polícia Civil

Nesta terça-feira (24), durante a "Operação Kalýpto", a Polícia Civil cumpriu 18 mandados de prisão e de busca e apreensão, contra integrantes de uma facção criminosa investigados pelo sequestro, homicídio e ocultação de cadáver de quatro jovens que desapareceram no dia 02 de maio de 2021, em Cuiabá.

Tiago Araújo, de 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, de 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, de 20 anos e Clemilton Barros Paixão, de 20 anos, eram do Maranhão e vieram para capital em busca de trabalho.

Vítimas se mudaram para a capital em busca de trabalho. — Foto: Polícia Civil

Vítimas se mudaram para a capital em busca de trabalho. — Foto: Polícia Civil

Segundo a polícia, a operação é coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (Dhpp) de Cuiabá, e investiga um grupo criminoso que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgaram que as quatro vítimas pertenciam a outra facção e, desta forma, resolveram assassinar os jovens - dois irmãos, um cunhado e um amigo.

As ordens judiciais da Operação Kalýpto são cumpridas em endereços na Capital e contam com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.

Desaparecimento

Segundo a polícia, os quatro desapareceram há quase dois anos, de um conjunto de quitinetes onde moravam, no no bairro Jardim Renascer, na Capital. Tiago e Geraldo eram irmãos, Clemilton era cunhado deles, e Paulo era amigo dos três.

No dia seguinte, familiares de duas vítimas procuraram a Polícia Civil e registraram um boletim pelo desaparecimento. Quatro dias após o desaparecimento, a equipe recebeu informações de que um morador do Jardim Renascer estaria envolvido no desaparecimento das vítimas.

Operação Kalýpto — Foto: Polícia Civil

Operação Kalýpto — Foto: Polícia Civil

Mortes

A investigação da DHPP apurou que as vítimas foram decapitadas, tiveram dedos amputados e, um do dos homens, foi atingido por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com tiros na nuca.

Os suspeitos devem responder por homicídio triplamente qualificado – impossibilidade de defesa, motivo torpe e meio cruel - além de ocultação de cadáver, sequestro e integração de organização criminosa.

A DHPP realizou buscas para descobrir a localização dos corpos das vítimas, que até o momento estão desaparecidos.

“Ao se tratar de crimes praticados por integrantes de organização criminosa, a busca do maior e melhor suporte informativo é necessária para esclarecer quem são os autores e como agiram, assim como localizar os corpos”, destacou o delegado Caio Fernando.

Segundo a polícia, foram cumpridos 18 mandados entre prisão e busca e apreensão.  — Foto: Polícia Civil

Segundo a polícia, foram cumpridos 18 mandados entre prisão e busca e apreensão. — Foto: Polícia Civil

Familiares coagidos

Além de condenar as quatro vítimas a um tribunal da facção, os integrantes da organização criminosa responsável pelas mortes, também coagiram familiares das vítimas, que foram obrigados a ir embora de Cuiabá.

Nome da operação

Kalýpto vem do grego e significa cobrir, esconder ou velar.