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Juiz mantém prisão de sargento por planejar assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá

Juiz mantém prisão de sargento por planejar assassinato do advogado Renato Nery em Cuiabá

Juiz Marcos Faleiros da Silva ratifica preventiva de Heron Teixeira Pena Vieira e abre prazo de cinco dias para que acusação e defesa apresentem testemunhas

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Montagem/RepórterMT
Juiz mantém prisão de PM acusado pela morte do advogado Renato Nery
 

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de ser o intermediário e o arquiteto do assassinato do advogado Renato Nery, crime ocorrido em julho de 2024, na capital. Na mesma decisão, publicada hoje (10), o magistrado abriu a fase de preparação do plenário, determinando o prazo de cinco dias para que o Ministério Público e a defesa apresentem o rol de testemunhas e requeiram diligências para o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Heron Teixeira está preso desde o dia 7 de março de 2025 e já foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa, fraude processual e abuso de autoridade. Ao proceder à revisão obrigatória da medida cautelar, conforme determina a legislação penal, o magistrado foi taxativo ao apontar que a manutenção da prisão é necessária e que os requisitos que a fundamentaram permanecem inalterados.

Nos termos do art. 316, parágrafo único, do CPP, procedi à reanálise dos presentes autos quanto aos fundamentos da prisão cautelar do acusado, constatando inexistir fato novo capaz de ensejar sua revogação, razão pela qual ratifico integralmente a custódia cautelar, nos termos da decisão de pronúncia”.

Agora, o processo entra em sua reta final antes da fixação da data do julgamento popular. Os advogados do militar deverão, nos próximos cinco dias, fornecer os endereços atualizados e os números de telefone das testemunhas que comparecerão ao plenário.

O crime

De acordo com as investigações e a denúncia do Ministério Público, o sargento Heron atuou como o elo central entre os mandantes, identificados como os empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechide, e o executor dos disparos, o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva.

O crime teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em mais de R$ 30 milhões no município de Novo São Joaquim. Renato Nery, de 72 anos, foi baleado com 7 tiros em frente ao seu escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa e morreu horas depois em uma unidade hospitalar.

 Os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira, são acusados de forjar um confronto armado na região do Contorno Leste, em Cuiabá, para esconder a arma usada no assassinato do advogado Renato Nery. 

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