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Professores ignoram TJ e "alerta" de Mauro e mantêm greve em MT

Professores ignoram TJ e "alerta" de Mauro e mantêm greve em MT

Decisão veio depois de assembleia geral da categoria realizada em frente ao TRT

 
Da Redação Folha Max

 
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Os professores da rede estadual de ensino manterão o movimento grevista, que já dura 71 dias, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira (05) em assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na avenida do CPA.

Assim, a categoria segue contrariando determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou aos professores o retorno imediato ao trabalho, declarando a greve ilegal e instituindo uma multa de R$ 150 mil diários em caso de descumprimento. Neste momento, os grevistas seguem em passeata até o Palácio Paiaguás, realizar mais um da série de protestos iniciados logo que o governador Mauro Mendes (DEM), declarou que não iria honrar com o compromisso previsto na Lei Complementar 510/2013, de dobra do poder de compra dos salários por 10 anos, assinado na gestão Silval Barbosa.

Esse tipo de manifestação, com acampamento nas áreas externas de prédios públicos como a Assembleia Legislativa, também foram proibidos pela desembargadora Maria Erotides Kneipp. Os trabalhadores também não abrem mão do recebimento da Revisão Geral Anual (RGA) de seus salários e da garantia de melhoria nas condições de trabalho e das unidades escolares, sucateadas e com manutenção inadequada.

Hoje (05) de manhã, o governador afirmou que tem o direito legal de afastar os servidores da educação parados e contratar no lugar deles outros profissionais para garantir o que ainda resta de ano letivo. Ele lembrou que quem estiver em greve há mais de 30 dias, pode responder um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

“Depois de 30 dias, declarado ilegal a greve, nós podemos abrir PAD, afastar esses professores, chamar contratados e fazer novos chamamentos para colocar no lugar. Porque nós temos a obrigação de garantir os direitos dos alunos a terem acesso ao seu ano letivo. Nós não queremos fazer isso, estaremos sempre dialogando com os professores, mas vamos dialogar com a firmeza necessária para garantir aquilo que é certo”, afirmou em entrevista à Rádio Capital.