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Mauro deve anunciar aumento de salário para acabar com greve de professores

Mauro deve anunciar aumento de salário para acabar com greve de professores


Há a previsão de que o Governo convoque uma coletiva para anunciar o calendário de pagamento de reajuste a partir do próximo ano.


DA REDAÇÃO REPORTERMT

O governador Mauro Mendes (DEM) deve anunciar na segunda-feira (5) alguma proposta para pôr fim à greve dos servidores da Educação que já dura mais de um mês, em cobrança pelo reajuste de 7,69%.

A definição deve ocorrer após análise junto ao secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, sobre o cenário fiscal de 2020, devido a recente aprovação da Lei de Incentivos Fiscais.  A medida deve aumentar a arrecadação do Estado e com isso o Governo poderá apresentar um calendário de pagamento do reajuste, o que é exigido pela categoria, para voltar às salas de aula. 

Gallo e Mendes viajaram na sexta-feira (02) para cumprir agenda no Pará. Antes, eles se comprometeram junto aos deputados estaduais de que fariam a análise e apresentariam uma proposta.

O possível reajuste, só seria pago a partir do próximo ano.

Até o momento o Governo tem mantido o discurso de que está impedido de conceder aumento porque extrapolou os gastos com pessoal e ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Há a previsão de que o Governo convoque uma coletiva para anunciar o calendário de pagamento de reajuste.

Conforme a avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), a mudança na cobrança fiscal possibilitará R$ 1 bilhão a mais de arrecadação ao ano.

Greve

Os servidores em greve, há mais de dois meses, tiveram o ponto cortado pelo Governo.

A greve foi declarada ilegal no dia 30 de julho pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), por meio da desembargadora Maria Erotides Kneip. Ela determinou que os grevistas retornassem às salas de aula no prazo de 72 horas. Cada dia de descumprimento da decisão implicará em multa no valor de R$ 150.

Os grevistas ignoram a determinação e continuam a paralisação, com a intenção de derrubar a liminar na Justiça.

O Sintep, que representa a classe, informou por meio de nota, que somente irá interromper o movimento após a realização de uma assembleia geral no dia 09, ou seja, na semana que vem.