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Pai e filha se consagram campeões em Mundial de Jiu-Jitsu

Pai e filha se consagram campeões em Mundial de Jiu-Jitsu


Cuiabanos, os dois venceram torneio realizado em São Paulo, no final de julho

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Kaike Angelim e Geovana Angelim

JAD LARANJEIRA 
DA REDAÇÃO

É motivo de alegria e orgulho para qualquer pai ver a filha vencer um campeonato. Mas imagina ver pai e filha consagrando-se campeões no mesmo torneio mundial? Foi o que aconteceu com o atleta de Jiu-Jítsu Kaike Angelim e a pequena Geovana Angelim, no último final de semana, em São Paulo. 

 

Os dois participaram pela primeira vez de um torneio juntos.

 

Incentivada e apoiada pela família, a menina, que tem apenas 5 anos, já havia vencido outros cinco campeonatos estaduais. No entanto, esta é a primeira vez que os dois viajaram juntos para competir fora de Mato Grosso, o que virou motivo de felicidade e orgulho para o atleta.

 

Ele levou a medalha de ouro após quatro lutas vencidas. Já Geovana precisou superar dificuldades para levar a medalha de ouro para casa. Ela precisou lutar com uma adversária que tinha um ano a mais que sua idade, uma faixa além e também mais tempo de treino que ela.

 

Em entrevista ao MidiaNews, o lutador Kaike Angelim conta como foi o campeonato e a alegria da filha ao saber que tinha vencido a luta.

 

“Se ela quisesse, poderia simplesmente pegar a medalha e ir embora porque ganharia por W.O [quando o adversário não aparece], mas ela queria lutar, seja com alguém de idade mais avançada ou até menino. Ela queria lutar”, disse.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Kaike Angelim 31-07-2019

Kaike e Geovana participaram de campeonato de Jiu-Jitsu pela primeira vez juntos

“Ela lutou na categoria ‘mirim’, que é acima da dela, porque a dela era ‘pré-mirim’, mas não tinha adversário para ela. A única adversária que tinha era dessa faixa maior que a dela, que era a branca. A [faixa] da outra garota era cinza”, contou.

 

Após a luta, o atleta, que também é professor da pequena, não teve alternativa senão graduá-la. Agoea, a pequena lutadora carrega as cores cinza e branca em sua cintura.

 

Tal pai, tal filha

 

Kaike, que já tem um longo histórico de lutas vencidas e disputas em diversos países, revela que nunca forçou para que a filha treinasse ou tampouco gostasse de Jiu-Jítsu. De acordo com ele, a vontade de começar a levar a sério o esporte partiu por conta da própria Geovana.

 

“Eu sempre quis que ela treinasse sim, mas nunca a coloquei no tatame. Um dia ela chegou e pediu um kimono de presente para mim e a minha namorada deu um para ela. Foi quando ela quis treinar e passou a se dedicar”, disse.