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Entidade de MT faz campanha de arrecadação de alimentos para indígenas da Terra Yanomami em RR

Entidade de MT faz campanha de arrecadação de alimentos para indígenas da Terra Yanomami em RR


Sede da Cufa em Cuiabá é um dos pontos de coleta das doações. Além da capital, há unidades da Central espalhadas em Sorriso, Sinop, Marcelândia, Peixoto de Azevedo e Alta Floresta.

Por g1 MT

Crianças Yanomami resgatadas no domingo, 22 de janeiro de 2023 — Foto: Weibe Tapeba/Sesai/Divulgação

Crianças Yanomami resgatadas no domingo, 22 de janeiro de 2023 — Foto: Weibe Tapeba/Sesai/Divulgação

A Central Única das Favelas (Cufa-MT) em parceria com outras ONGs do país realiza uma campanha de arrecadação de alimentos para doar aos povos indígenas que vivem na Terra Yanomami, em Roraima – a maior reserva indígena do país –, e enfrentam uma crise sanitária e de segurança alimentar.

A sede da Cufa em Cuiabá é um dos pontos de coleta das doações e está localizada na Rua Custódio de Melo, 830 – Bairro Cidade Alta. Além da capital, há unidades da Central espalhadas em Sorriso, Sinop, Marcelândia, Peixoto de Azevedo e Alta Floresta.

Os doadores também podem doar direto para a Cufa Brasil por meio do pix divulgado nas redes sociais da entidade.

“O povo Yanomami pede socorro. Muitas crianças e adultos estão em situação de subnutrição neste exato momento. Devido à urgência da situação, a CUFA e a Frente Nacional Antirracista se uniram para arrecadar doações para levar alimento às famílias indígenas em Roraima”, diz a entidade.

Povo Yanomami: governo declara emergência sanitária e envia ajuda

Emergência humanitária

O Ministério dos Povos Indígenas estima que ao menos 570 crianças tenham morrido de fome, desnutrição e contaminação pelo mercúrio em 2022.

A emergência humanitária é resultado direto dos cortes de recursos para a saúde indígena no governo de Jair Bolsonaro e da tomada das terras pelo garimpo nos últimos anos. O número de garimpeiros no Terra Indígena Yanomami passou de 20 mil em 2022, quase o tamanho da população de 28 mil povos originários na região.

O Ministério da Saúde declarou emergência de saúde pública. Lula também criou o Comitê de Coordenação Nacional para discutir e adotar medidas em articulação entre os poderes para prestar atendimento a essa população.

O plano de ação deve ser apresentado no prazo de 45 dias, e o comitê trabalhará por 90 dias – prazo que pode ser prorrogado.