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MT teve ajuda de 100 policiais da PRF de outras unidades para desbloquear vias do estado, diz superintendente

MT teve ajuda de 100 policiais da PRF de outras unidades para desbloquear vias do estado, diz superintendente


Segundo a PRF, nesta terça-feira (22), 19 pontos de interdição foram desobstruídos no estado e não há mais bloqueios nas rodovias.

Por g1 MT

Desbloqueio em Tangará da Serra (MT) — Foto: Polícia Militar

Desbloqueio em Tangará da Serra (MT) — Foto: Polícia Militar

Mato Grosso teve a ajuda de 100 policias da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de outras unidades federativas para ajudar no desbloqueios das rodovias federais do estado, nesta terça-feira (22). Segundo o superintendente da PRF, Francisco Lucena, foi solicitado ajuda da região Nordeste, Sul e Centro-Oeste. No último balanço publicado às 18h25, a corporação informou que não há mais bloqueios e interdições nas vias.

Até essa segunda-feira (22), Mato Grosso tinha 19 pontos de bloqueios. As ações da polícia começaram durante a manhã e policiais usaram maquinários para limpar as barreiras feitas para fechar as estradas. O estado tem sido um dos principais focos das manifestações antidemocráticas.

Desbloqueio em um dos pontos em Lucas do Rio Verde (MT) — Foto: Reprodução

Desbloqueio em um dos pontos em Lucas do Rio Verde (MT) — Foto: Reprodução

Para ajudar na desobstrução das rodovias, os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual em Mato Grosso (MPMT) recomendaram que fosse solicitada a utilização da Força Nacional de Segurança Pública.

O governador em exercício Otaviano Pivetta (PDT), disse em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça, que até o momento, não é necessário solicitar ajuda da Força Nacional.

"Nos reunimos no comitê de crise com as polícias e avaliamos a nossa força de segurança. Conseguimos fazer a defesa do nosso território e, por enquanto, não há necessidade. Mas também não está descartado. Tenho certeza que o estado tem capacidade e homens preparados para defender a sociedade", disse.

Sobre o efetivo em cinco rodovias do estado, o superintendente da PRF disse que na região de Lucas do Rio Verde foram encaminhados cerca de 200 policiais.

"Estamos hoje na BR-163 com cerca de 200 policiais e ficarão o tempo necessário. O compromisso é trabalhar de forma integrada", disse Lucena.

Violência

A PRF informou na segunda-feira que 14 pessoas haviam sido presas até então. Com elas, foram apreendidos armas e aparelhos celulares, que devem ajudar nas investigações para identificar organizadores e financiadores dos atos antidemocráticos.

No mesmo dia, duas pessoas foram presas em Sorriso com revólveres e gasolinas, quando tentavam incendiar um caminhão. Um deles é um agricultor que, em vídeos nas redes sociais, solicitava doações em dinheiro em apoio à manifestação e alimentação dos participantes.

A polícia também encontrou ligações entre o atentado a um posto de atendimento da Concessionária Rota do Oeste, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, e os bloqueios das estradas. No fim de semana, um grupo incendiou uma ambulância e um guincho, atirou em outros veículos e rendeu funcionários.

Caminhões de ato em Brasília partiram de MT

 

Veículos foram estacionados em área próxima ao QG do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), no Eixo Monumental. — Foto: Polícia Civil/Reprodução

Veículos foram estacionados em área próxima ao QG do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), no Eixo Monumental. — Foto: Polícia Civil/Reprodução

O estado não só tem sido um dos maiores alvos de bloqueio, como tem sido citado em atuações fora de suas fronteiras. Relatórios da Polícia Civil do Distrito Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que dos 116 caminhões que participaram de atos antidemocráticos em Brasília, principalmente nas proximidades do Quartel General do Exército Brasileiro, 50 veículos eram de Mato Grosso.

Doze veículos, conforme o documento, estão registrados no CNPJ das empresas Agritex Comercial Agrícola Ltda e Vape Transportes Ltda. Ambas pertencem a Gerson Luis Garbuio e estão localizadas em Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

Elas também figuram entre as 43 empresas – 34 só de Mato Grosso – que tiveram as contas bloqueadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, por suspeita de financiar e organizar as manifestações em Brasília e no estado.

Das 28 empresas mato-grossenses listadas pela Polícia Civil, 14 tiveram o bloqueio financeiro determinado. Entre elas, cinco fizeram doações à campanha para reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), como Garbuio e Atílio Elias Rovaris, responsável pelo repasse de R$ 500 mil.