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Putin deve começar "guerra total" na Ucrânia, afirma inteligência britânica

Putin deve começar "guerra total" na Ucrânia, afirma inteligência britânica


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Russian President Vladimir Putin delivers a speech during a meeting of the Council of Legislators at the Federal Assembly in Saint Petersburg, Russia April 27, 2022. Sputnik/Alexei Danichev/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.

Presidente russo, Vladimir Putin, deve anunciar uma "guerra total" no próximo dia 9 de maio. Foto: Sputnik/Alexei Danichev/Kremlin via REUTERS.

O presidente russo, Vladimir Putin, deve decretar “guerra total” no próximo dia 9 de maio, no mesmo dia em que a Rússia obteve vitória sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial. As informações são das agências de inteligência britânica.

De acordo com o jornal The Independent, Putin deve abandonar a “operação militar especial” e decretar uma “guerra total” a Kiev. O presidente quer uma “vingança” pelas derrotas que vem sofrendo desde o início da guerra em fevereiro. Como consequência, o Kremlin deve ativar a Lei marcial.

Em resposta aos rumores de uma “guerra total”, a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, disse que os países que se opõem à invasão da Ucrânia pela Rússia devem dobrar seu apoio.

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o fornecimento de armas pesadas a Kiev representa uma ameaça à segurança do país do leste europeu.

Milhões não conseguem fugir

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) lembrou nesta semana que os países vizinhos à Ucrânia estão lidando com um enorme fluxo de refugiados e estão oferecendo proteção e outros serviços para essa população.

A porta-voz do Acnur, Shabia Mantoo, pediu ajuda para ajudar aproximadamente 8,3 milhões de ucranianos que fugiram do país desde o início da guerra, sendo que 90% das mulheres e crianças. Ela ainda afirmou que quase 13 milhões de pessoas devem estar sitiadas no país, sem conseguir sair de várias áreas devido aos riscos de segurança.

Mantoo afirmou que Acnur e parceiros estão buscando US$ 1,85 bilhão, verba que será usada no apoio aos civis da Ucrânia que estão agora abrigados em países vizinhos, como Polônia, Moldávia, Romênia, Hungria e Eslováquia.