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Professores exigem testagem em massa para retorno das aulas em novembro em MT

Professores exigem testagem em massa para retorno das aulas em novembro em MT


Profissionais ainda defende que salas tenham somente 50% dos alunos


Da Redação Folha Max

 
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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdir Pereira, afirmou que é preciso que o governo invista na infraestrutura das escolas públicas e adaptações sejam feitas, antes do retorno das aulas presenciais previsto para novembro, para evitar que haja uma nova onda de contaminação por Covid-19. A entrevista foi concedida ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, na última terça-feira. “Antes, penso que é preciso ter garantia de que a pandemia esteja controlada. Depois, as escolas precisam ser adequadas, munidas de todas medidas sanitárias para que os pais tenham tranqüilidade de mandar seus filhos para a escola e também para que os trabalhadores não sejam contaminados juntamente com as crianças”, afirmou.

Segundo ele, a decisão da retomadas das aulas presenciais, possivelmente, em novembro, não foi discutida com o Sindicato ainda. Entretanto, os trabalhadores esperam debater essas questões em uma reunião com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

 

O presidente deve expor as adequações que o sindicato considera necessárias para que as aulas voltem ao normal. Uma delas é a obediência às orientações da Organização Mundial da Saúde, que é o distanciamento entre os estudantes. “Hoje, conforme o espaço físico das escolas estaduais, comportariam praticamente a metade dos estudantes que a gente tem”, declarou. 

Além disso, o presidente lembrou a necessidade do uso constante da máscara tanto para alunos, quanto para os profissionais. Também defende isposição de álcool em gel, tapete higiênico para a limpeza dos pés ao entrar na sala de aula. “A maior preocupação maior são as crianças menores. É necessário que o governo invista na infraestrutura das unidades, como bebedouros, onde, na maioria das escolas, os alunos têm contato direto com as torneiras. Os banheiros também precisam de atenção, bem como, o aumento do quantitativo de pessoal para dar conta da limpeza constante e permanente das unidades escolares”.

 
 

Segundo Valdeir, essas são algumas das medidas a serem tomadas, sem falar do controle massivo por meio de exames de PCRs na população escolar, tanto da família quanto o estudante para se ter, efetivamente, controle de infecções. De acordo com o Sindicato, é uma reclamação legítima dos contratos temporários do segundo e do terceiro calendário.

No entanto, para retomada do ano letivo o governo modificou as ‘regras do jogo’, determinando que fossem atribuídas aulas adicionais a quem já é efetivo. Dessa forma, os professores temporários ficaram sem empregos. “A gente tem uma leve desconfiança de que esse movimento do governo é por duas questões. Primeiro para esconder as vagas do concurso público, porque tem um pessoal classificado que deve ser chamado. A outra questão é para negar o direito ao auxílio emergencial para os professores. Ele não cumpriu e as pessoas estão desamparadas”, lamentou.

Ainda segundo ele, a atitude do governo é um desrespeito à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que aprovou o auxílio emergencial para os professores. O governo vetou, os deputados derrubaram o veto e mesmo assim, a lei aprovada não foi cumprida. “Estamos esperando do deputado Botelho voltar e vamos buscar uma conversa com ele para ver quais medidas podem ser tomadas. Isso é um desrespeito não só com a categoria, mas com os princípios democráticos. A ALMT aprova a lei, o governo não sanciona e ainda declara que não irá cumprir com aquilo que está previsto na lei. Ou seja, lei para o cidadão comum é feita para ser cumprida, mas a exemplo do circulou aí no final de semana as respeito de um desembargador, as autoridades selecionam quais são as leis que eles irão cumprir”, desabafou.

A ALMT também aprovou um projeto de Lei que previa a distribuição de auxílio alimentação para alunos em situação vulnerabilidade e o governador vetou. O presidente do Sintep informou que, nos últimos dois meses, a Seduc distribuiu o ‘Kit Alimentação Escolar’ para os alunos que são cadastrados no Programa Bolsa Família. “Agora, isso deveria ser expandido porque muitos pais perderam o emprego e estão sem renda, neste momento, e precisariam ser beneficiados por este kit. Isso faria muita diferença”, concluiu.