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OAB Nacional apura acusação de agressão de presidente em MT a esposa

OAB Nacional apura acusação de agressão de presidente em MT a esposa


Leonardo Campos e Luciana Póvoas serão ouvidos pela Corregedoria Nacional da Ordem


Da Redação Folha Max

 
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A Corregedoria Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil publicou, na quarta-feira (10), a instauração de um procedimento preliminar sobre a acusação de agressão envvolvendo o presidente licenciado da seccional de Mato Grosso da Ordem, advogado Leonardo Campos, e a esposa dele, a advogada Luciana Póvoas. Ambos serão ouvidos pela Corregedoria Nacional da Ordem. Somente após as oitivas será definida as medidas que a coregedoria vai tomar sobre o caso.

O procedimento decorre da denúncia feita por Luciana Póvoas, de ter sido xingada e empurrada pelo marido na madrugada do dia 28 de maio. Na ocasião, Leonardo chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto ainda na audiência de custódia.

 

De acordo com o relato de Luciana no boletim de ocorrência, as agressões eram constantes e os dois só permaneciam juntos em razão dela depender financeiramente do marido e querer proporcionar uma vida mais confortável ao filho do casal. Ainda segundo o relato, Leonardo chegou tarde em casa e os dois começaram uma discussão.

No corredor entre a sala e o quarto, o presidente da OAB-MT teria empurrado a esposa, ao que ela teria revidado com tapas.

Após a prisão, Leonardo publicou uma nota, em que anunciou o afastamento de Ordem. Na ocasião, o advogado negou ter cometido qualquer agressão contra a esposa. Ele explicou que se "apressou" para voltar para casa após receber uma ligação do filho de 17 anos, dizendo que a mãe estava "muito alterada e agressiva".

Na última sexta-feira (6), por meio das redes sociais, Luciana também se manifestou. Disse que o momento é de reflexão e recolhimento com a família. Também falou sobre excessos por parte do casal e elogiou Leonardo como pai.

COMISSÃO NACIONAL DA MULHER

No dia 30 de maio, a Comissão Nacional da Mulher emitiu um parecer sobre a conduta de Leonardo. Segundo o documento, a entidade pede a suspensão da carteira profissional do advogado e o afastamento preventivo dele, por 90 dias, da Seccional Mato Grosso.

A Comissão argumentou que o princípio da idoneidade é fundamental para o exercício da profissão. "A descrição detalhada dos fatos até agora conhecidos e trazidos indicam fortes indícios de prática de violência doméstica. Tais fatos impactam diretamente na temática da idoneidade moral como requisito para ingresso e exercício da advocacia".

USO DA OAB

Um fato considerado grave pela Comissão foi a declaração de que o então presidente da OAB tinha uma arma em casa. Outro questionamento é com o fato da vítima não ter sido informada sobre a soltura do suposto agressor. Por fim, a Comissão justifica o afastamento citando como exemplo a nota de esclarecimento emitida pela Ordem, que é assinada por Leonardo.

O que, segundo a Comissão, deveria ser uma nota de isenção e imparcialidade, entretanto, gera a suspeita de que entidade esteja sendo usado para a defesa do presidente licenciado da OAB.  “Ao que parece a OAB-MT neste momento não está sendo dirigida com insenção, já que o presidente efetivamente não deveria assinar uma nota acerca do tem que tem seu envolvimento com violência doméstica sob investigação, ao passo que deveria estar afastado do cargo e assumindo a vice-presidente a condução da entidade neste momento de inusitado constrangimento institucional. Todos os fatos em análise preliminar neste parecer são extremamente graves e poderiam comprometer total lisura e transparências das apurações. Eventuais influências nas apurações, ainda que involuntárias, tem também potencial para prejudicar a imagem do dirigente durante as apurações. Portanto, por todos os fundamentos elencados, a suspensão temporária é medida que se impõe”, declarou a Comissão.